terça-feira, 30 de junho de 2015

Deparo-me com um ateu...

Deparo-me com comentários de um ateu numa das caixas de comentários da internet e sempre espero ler uma demonstração decisiva de que não existe Deus. Nunca a li. O mais que fazem é esboçar uma ténue comparação entre Deus e as divindades dos Antigos, seja Rá, seja Zeus, ou qualquer outra entidade mitológica, o que apenas prova que, na maior parte dos casos, o ateu nem mesmo tem um conceito uno do que seja Deus, ou não O compararia a personagens que mais não são do que humanos de atributos extraordinários. 

A razão decisiva do ateu que mais recentemente li reduz-se a um "Eu nunca vi Deus"; portanto, Deus não existe, ou pelo menos, não há razões para acreditar que Ele exista. Há que perguntar-lhe se ele mesmo não se faz uma espécie de deus quando determina que, porque no seu limitado espectro de visão, enquanto vive perdido num dos inúmeros planetas que existem neste universo, confinado a uma pequena porção dele, se não vê uma coisa, ela não existe. Se o astrónomo que viu Neptuno pela primeira vez partilhasse da mesma filosofia, também proclamaria tê-lo criado quando o olhou pelo telescópio. 

E, é claro, embora pareça pela experiência comum que é necessário que cada ser humano tenha naturalmente pais, e, portanto, tenha também avós, bisavós e tetravós, só porque alguém nunca viu os seus avós, bisavós e tetravós, estaria autorizado, se pertencesse à mesma escola de pensamento deste ateu, a declarar que não os tem ou que não vê razão para acreditar que os tem. 

Seria, certamente, um caso de interesse para a ciência; talvez, quem sabe, a confirmação da teoria da geração espontânea, a do rapaz ou a dos seus pais.

1 comentário:

  1. Nao podia concordar mais. Ha coisas que me preocupam mais do que a Economia e as Financas, como a bestialidade do aborto, porque me interesso pela vida e, no caso, pela defesa de vida humana indefesa. Nao que nao queira a boa condicao socio-economica do povo, a minha propria – quero. Alias, o facto de me interessar pela preservacao da vida humana tem por implicacao o facto de que tambem me interesso pela sua qualidade. Mas nao me parece honesto fazer-se do bem-estar do povo um alibi para uma agenda politica de caracter moral muito duvidoso que nao e apregoada antes da ida as urnas. Antes da ida as urnas tudo era Economia e Financas(Desculpa-me a falta de acentos, o teclado nao e portugues).

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