sábado, 21 de março de 2015

O objectivo da ideologia do género

O objectivo da ideologia do género é fazer-nos acreditar que não há diferença entre homem e mulher e transformar a sociedade à imagem desse princípio. A mulher não tem que viver a sua sexualidade com um homem nem um homem com uma mulher. A mulher não tem que ser mãe nem o homem tem que ser pai. Um ser humano não tem que ter por progenitores um homem e uma mulher.

No entanto, a própria linguagem corrente, na qual estão formulados os conceitos da razão espontânea e comum a todo ser humano, denuncia a farsa. A uma coisa chama-se mulher; a esta outra coisa chama-se homem. Não só por causa do fenótipo, porque o fenótipo também varia entre indivíduos do mesmo sexo. Mas por causa de algo mais profundo - uma diferença de natureza. Homem e mulher distinguem-se pelas diferenças potencialidades que os seus corpos encerram, diferenças que correspondem a uma divisão de trabalho que existe em outras espécies do reino animal, principalmente nos animais superiores, que é a diferença entre macho e fêmea, e que exerce um papel fundamental na geração e acompanhamento de cada nova vida que surge dentro da espécie. A distinção dos sexos ordena-se a estes fins, de tal maneira só faz sentido falar em homem por relação a uma mulher e de mulher por relação a um homem.

Ora, o que a ideologia do género faz é esquecer a natureza, ou seja, aquele princípio interno de determinadas potências ordenadas a determinados actos que distingue um ser de outro. O que a ideologia do género faz é criar uma igualdade artificial - pois o artificial é aquilo que procede da arte do homem e não da natureza.

Assim, promove a homossexualidade, dizendo ao homem: não foste feito para a mulher, e dizendo à mulher: não foste feita para o homem. Assim, livrou a mulher da carga da maternidade: vulgarizou a contracepção e liberalizou o aborto. Assim, inventou as barrigas de aluguer, a procriação medicamente assistida e, agora, os embriões com três progenitores e de progenitores do mesmo sexo. E a família, constituída por esta ordenação recíproca do homem e da mulher vinculada à geração de uma nova vida, foi destruída.

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